Dólar fecha a R$ 5,486 e Ibovespa tem 6ª queda seguida: o que muda no seu bolso
Na terça (3), o dólar fechou a R$ 5,486 e o Ibovespa caiu 1,42%, a 165.529 pontos. Veja a conta em reais e o que o Copom desta quarta pode mudar.

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O que aconteceu?
Na terça (3), o dólar fechou a R$ 5,486 e o Ibovespa caiu 1,42%, a 165.529 pontos. Veja a conta em reais e o que o Copom desta quarta pode mudar.
Como isso impacta você?
A conta do consumidor é o preço em dólar vezes a cotação do dia. Uma compra de US$ 500 custava R$ 2.496,50 com o dólar a R$ 4,993, em 23 de outubro. Com a cotação de terça-feira, o mesmo valor passa a R$ 2.743,00, ou R$ 246,50 a mais. Em uma compra de US$ 1.000, a diferença é de R$ 493,00: de R$ 4.993,00 para R$ 5.486,00.
Em números
- R$ 5,486
- Dólar na terça (3)
- 165.529
- Pontos do Ibovespa
- 13,75%
- Selic ao ano
- +9,87%
- Dólar desde 23/10
Alta de 0,74% no dia, com máxima de R$ 5,509 perto das 13h50.
Queda de 1,42% e sexta baixa seguida, o menor nível desde janeiro.
O Copom divulga a nova decisão nesta quarta (4).
Foi de R$ 4,993 para R$ 5,486 em 7 pregões.
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O que aconteceu com o dólar e a bolsa na terça-feira
O dólar comercial fechou a terça-feira, 3 de novembro de 2026, a R$ 5,486, alta de 0,74% sobre o dia anterior. Pouco antes das 14h, a moeda chegou a R$ 5,509. Segundo o Jornal de Brasília, é o valor de fechamento mais alto desde dezembro de 2025. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, subiu 0,13%, a 101,850 pontos.
O Ibovespa fechou em 165.528,92 pontos, queda de 1,42%. É o sexto pregão seguido de baixa e o menor nível desde janeiro. Na mínima do dia, o índice tocou 164.446,53 pontos. Em 23 de outubro, a sexta-feira antes do segundo turno, ele estava em 205.082,56 pontos. De lá até agora a perda é de 39.553,64 pontos, ou 19,3%.
A Agência Brasil aponta como fatores a incerteza sobre as contas públicas e a agenda econômica do governo, a discussão em torno de uma proposta do economista André Lara Resende sobre o regime monetário, as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e o ajuste dos preços do petróleo, que pesou sobre as ações de Petrobras e Vale. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as ideias da proposta têm falhas e não estão em discussão, e reafirmou a defesa de um ajuste fiscal gradual.
Quanto o dólar mais alto pesa em reais

A conta do consumidor é o preço em dólar vezes a cotação do dia. Uma compra de US$ 500 custava R$ 2.496,50 com o dólar a R$ 4,993, em 23 de outubro. Com a cotação de terça-feira, o mesmo valor passa a R$ 2.743,00, ou R$ 246,50 a mais. Em uma compra de US$ 1.000, a diferença é de R$ 493,00: de R$ 4.993,00 para R$ 5.486,00.
Esses valores usam só o câmbio comercial. No cartão de crédito ou na casa de câmbio entram o spread de quem faz a operação e o IOF, então o total costuma ficar acima da cotação. Quem tem compra internacional ou viagem para pagar nas próximas semanas deve conferir o valor final no momento do pagamento. A variação percentual entre duas cotações pode ser conferida na calculadora de porcentagem do PortalFina.
O câmbio também chega ao preço de produtos importados e de insumos comprados em dólar, mas de forma gradual e desigual. Um dia de alta não significa reajuste imediato na prateleira.
| Valor | Dólar a R$ 4,993 (23/10) | Dólar a R$ 5,486 (3/11) |
|---|---|---|
| US$ 100 | R$ 499,30 | R$ 548,60 |
| US$ 500 | R$ 2.496,50 | R$ 2.743,00 |
| US$ 1.000 | R$ 4.993,00 | R$ 5.486,00 |
O que a queda da bolsa muda para quem investe
A queda de 19,3% desde 23 de outubro vale para o índice, e o efeito em cada carteira depende do que a pessoa tem. Um fundo que copiasse o Ibovespa, sem contar dividendos e taxas, teria transformado R$ 10.000 em cerca de R$ 8.071 nesse período, uma perda de R$ 1.929. Carteiras com outros ativos, ou com papéis ligados ao dólar, podem ter resultado diferente.
A renda fixa em reais não depende do índice. CDB, Tesouro Selic, LCI e LCA seguem a Selic e o CDI, que está perto dos 13,75% ao ano da Selic atual. Quem segura o título até o vencimento recebe o que foi contratado. Quem precisa vender antes do prazo, em papéis com marcação a mercado, pode ver o valor oscilar. Para comparar o rendimento líquido, use a calculadora de CDB líquido.
Decidir no impulso em dia de forte oscilação costuma sair caro. Vale conferir o objetivo e o prazo de cada aplicação antes de qualquer mudança.
O que olhar nesta quarta-feira e nos próximos dias
O Copom divulga nesta quarta-feira, 4 de novembro, a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano. A Agência Brasil informa que há possibilidade de manutenção da taxa. A decisão sai depois do fechamento do mercado, e o comunicado do Banco Central mostra o que o comitê considera para as próximas reuniões. Selic mais alta encarece financiamentos e cartão e melhora o retorno da renda fixa.
O boletim Focus da segunda-feira trouxe novas projeções: a inflação estimada para 2027 subiu de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta de 4,5%, e a Selic prevista para o fim de 2027 passou de 11,75% para 12,50%. São estimativas do mercado, não decisões oficiais.
O portal não toma posição sobre o governo, o resultado da eleição nem sobre as propostas citadas: o que importa ao leitor são os números e o efeito no bolso. Para o orçamento do mês, o caminho é acompanhar o dólar nos próximos pregões, o preço dos combustíveis, que depende de petróleo e câmbio, e as decisões oficiais do Banco Central.
Perguntas frequentes
Quanto fechou o dólar em 3 de novembro de 2026?
O dólar comercial fechou a R$ 5,486, alta de 0,74% no dia, segundo a Agência Brasil. O Jornal de Brasília aponta que é o valor mais alto de fechamento desde dezembro de 2025.
O que acontece com a poupança e o CDB quando a bolsa cai?
Não há efeito direto. Poupança, CDB e Tesouro Selic seguem a Selic e o CDI, não o Ibovespa. Fundos de ações e títulos vendidos antes do vencimento podem oscilar.
Quando o Copom divulga a nova Selic?
Nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026. A taxa atual é de 13,75% ao ano e o mercado considera a possibilidade de manutenção.
Fontes e referências
Confira os números nas páginas dos órgãos oficiais e nas matérias consultadas. Os links abrem o site de origem em outra aba.
- Agência Brasil: Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal, 3/11/2026
- Agência Brasil: Mercado eleva projeção para inflação, juros e dólar em 2026 (Focus)
- Jornal de Brasília: Bolsa recua mais de 1% com temor fiscal e eleições nos EUA; dólar fecha em R$ 5,486
- Agência Brasil: Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula, 26/10/2026
- Banco Central: histórico das taxas de juros fixadas pelo Copom