Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, o menor desde 2012, e 103,6 milhões estão ocupados
IBGE: desocupação de 5,2% no 3º trimestre de 2026, renda média de R$ 3.790 e recorde de 103,6 milhões de ocupados. Veja o que os números mudam para o trabalhador.

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O que aconteceu?
IBGE: desocupação de 5,2% no 3º trimestre de 2026, renda média de R$ 3.790 e recorde de 103,6 milhões de ocupados. Veja o que os números mudam para o trabalhador.
Como isso impacta você?
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. Ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 3,6% em um ano, o que dá R$ 131 a mais por mês. Isso quer dizer que quem ganhava, em média, R$ 3.659 um ano atrás passou a ganhar R$ 3.790 já com a inflação descontada.
Em números
- 5,2%
- Taxa de desemprego no 3º tri
- 103,6 mi
- Pessoas ocupadas
- R$ 3.790
- Renda média habitual
- 37,5%
- Taxa de informalidade
Era 5,4% no 2º trimestre e 5,6% um ano antes.
Maior número da série histórica da pesquisa.
Alta de 3,6% em um ano, descontada a inflação.
São 38,8 milhões de trabalhadores informais.
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Quanto o desemprego caiu e o que bateu recorde
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (30/10) a PNAD Contínua do trimestre encerrado em setembro de 2026. A taxa de desocupação ficou em 5,2%, abaixo dos 5,4% do trimestre anterior (abril a junho) e dos 5,6% do mesmo período de 2025. É a menor taxa já registrada para um terceiro trimestre desde 2012, início da série.
Em números absolutos, 5,6 milhões de pessoas procuravam trabalho e não encontravam. São 234 mil a menos do que no trimestre anterior (queda de 4%) e 417 mil a menos do que um ano antes (queda de 6,9%).
Do outro lado, a população ocupada chegou a 103,6 milhões, o maior contingente da série. O IBGE contou 581 mil ocupados a mais do que no trimestre anterior e 1,2 milhão a mais do que em 2025. O nível de ocupação, que mede a parcela das pessoas em idade de trabalhar que têm ocupação, chegou a 59%, também recorde.
Renda média de R$ 3.790 e massa de R$ 387,5 bilhões

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. Ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 3,6% em um ano, o que dá R$ 131 a mais por mês. Isso quer dizer que quem ganhava, em média, R$ 3.659 um ano atrás passou a ganhar R$ 3.790 já com a inflação descontada.
A massa de rendimento, que é a soma de tudo o que os trabalhadores ganham, chegou a R$ 387,5 bilhões, a maior da série. Subiu R$ 5,6 bilhões (1,5%) no trimestre e R$ 17,5 bilhões (4,7%) em um ano. Mais gente trabalhando e ganhando mais costuma aumentar o consumo e a arrecadação.
É importante lembrar que a renda média é uma média. Ela mistura salários altos e baixos, de empregados, autônomos e empregadores, e não representa o que cada trabalhador recebe. Para saber o líquido do seu próprio salário depois dos descontos, use a calculadora de salário líquido do portal.
| Indicador | 3º tri 2026 | Comparação |
|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,2% | 5,4% no 2º tri e 5,6% em 2025 |
| Desocupados | 5,6 milhões | 417 mil a menos que em 2025 |
| Ocupados | 103,6 milhões | 1,2 milhão a mais que em 2025 |
| Renda média habitual | R$ 3.790 | 3,6% a mais que em 2025 |
| Massa de rendimento | R$ 387,5 bilhões | 4,7% a mais que em 2025 |
Carteira assinada, informalidade e quem ainda está de fora
O emprego com carteira assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões, estável no trimestre e na comparação com 2025. Já os empregados do setor privado sem carteira somam 13,7 milhões, também estáveis. Os trabalhadores por conta própria são 26,1 milhões e os domésticos, 5,4 milhões.
Os maiores avanços vieram de dois grupos. Os empregadores chegaram a 4,5 milhões, recorde, com alta de 4,3% no trimestre. Os empregados do setor público somam 13,2 milhões, também recorde, com alta de 2,5% em um ano. O setor da construção abriu 210 mil vagas no trimestre, alta de 2,8%.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de pessoas. Era 37,4% no trimestre anterior e 37,8% um ano antes. Informal, nesse cálculo, inclui quem trabalha sem carteira, quem é conta própria ou empregador sem CNPJ e quem ajuda a família sem receber.
A taxa composta de subutilização, que soma desocupados, quem trabalha menos horas do que gostaria e quem desistiu de procurar, ficou em 13,0%, contra 12,9% no trimestre anterior e 13,9% em 2025. São 14,8 milhões de pessoas. Os desalentados, que desistiram de procurar emprego, somam 2,5 milhões, 7,5% a mais do que no trimestre anterior, mas 6,8% a menos do que em 2025.
O que isso muda para o trabalhador e para quem procura emprego
Taxa baixa de desemprego tende a dar mais poder de negociação a quem trabalha, mas não garante vaga nem reajuste. Cada setor e cada região têm uma realidade diferente, e a taxa de 5,2% é a do país inteiro.
Quem perde o emprego com carteira assinada pode ter direito ao seguro-desemprego, desde que cumpra os requisitos de tempo de trabalho e prazo de pedido. Para estimar o valor e o número de parcelas, use a calculadora de seguro-desemprego do portal.
A próxima divulgação da PNAD Contínua, com o trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro. Vale acompanhar se a queda se mantém, já que o fim do ano costuma trazer contratações temporárias no comércio.
Perguntas frequentes
O que é a taxa de desocupação da PNAD?
É a parcela das pessoas na força de trabalho que não tinham trabalho, mas procuraram uma vaga no período. Quem não procura emprego não entra no cálculo.
Por que o IBGE diz que 5,2% é o menor para um 3º trimestre?
Porque a comparação é feita com os terceiros trimestres anteriores da série, que começa em 2012. Nenhum deles teve taxa tão baixa.
Os R$ 3.790 são o salário de quem tem carteira assinada?
Não. É o rendimento médio de todos os trabalhos, incluindo autônomos, empregadores e informais. Não é o salário médio de quem tem carteira.
Fontes e referências
Confira os números nas páginas dos órgãos oficiais e nas matérias consultadas. Os links abrem o site de origem em outra aba.
- Agência Brasil: Desemprego em 5,2% no 3º trimestre é o menor para o período desde 2012
- Agência Gov: Taxa de desemprego tem queda e alcança menor resultado para setembro em 14 anos
- IBGE: o que é o desemprego (PNAD Contínua)