Decreto da escala 6x1 sai segunda (9/11), diz Marinho: mínimo de 8 folgas em 30 dias
Ministro do Trabalho prevê decreto em 9 de novembro com mínimo de 8 folgas a cada 30 dias e escalas negociadas. Redução de 44 para 40 horas começa em 15/12.

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O que aconteceu?
Ministro do Trabalho prevê decreto em 9 de novembro com mínimo de 8 folgas a cada 30 dias e escalas negociadas. Redução de 44 para 40 horas começa em 15/12.
Como isso impacta você?
A proposta de regulamentação prevê que o trabalhador tenha, no mínimo, oito folgas em um período de 30 dias. A distribuição dos descansos poderá variar conforme as características de cada atividade, respeitadas a emenda e os acordos coletivos.
Em números
- 9/11
- Decreto previsto para segunda-feira
- 8 folgas
- Mínimo a cada 30 dias
- 44h a 40h
- Redução gradual da jornada
Anúncio do ministro Luiz Marinho em 4/11.
Distribuição pode variar conforme a atividade.
Implementação a partir de 15 de dezembro.
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O que o ministro anunciou e quando o decreto deve sair
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse na quarta-feira (4) que o decreto que regulamenta o fim da escala 6x1 deve ser publicado na segunda-feira, 9 de novembro. O texto será discutido com o presidente Lula nesta quinta-feira (5).
A publicação estava prevista para esta semana, mas foi adiada porque o presidente não conseguiu fazer o despacho sobre o tema. A informação foi dada na entrevista em que o ministro apresentou os dados do Caged.
O decreto não muda a Constituição. A emenda que acabou com a escala 6x1 foi promulgada pelo Congresso em 16 de outubro e fixa dois descansos semanais. O decreto serve para organizar a aplicação das regras nos setores.
Oito folgas em 30 dias: como a regra deve funcionar

A proposta de regulamentação prevê que o trabalhador tenha, no mínimo, oito folgas em um período de 30 dias. A distribuição dos descansos poderá variar conforme as características de cada atividade, respeitadas a emenda e os acordos coletivos.
Marinho afirmou que não haverá uma lista de flexibilidades. Segundo ele, a emenda determina dois descansos semanais, e a flexibilidade é que essas duas folgas fiquem consolidadas dentro do mês. Na prática, quem trabalha em escala pode ter as folgas em dias diferentes de uma semana para outra, desde que o total do período seja respeitado.
Num mês de 30 dias, oito folgas deixam no máximo 22 dias de trabalho. O texto final do decreto ainda não foi divulgado, e os detalhes podem mudar até a publicação no Diário Oficial.
| Ponto | O que foi informado |
|---|---|
| Publicação prevista | Segunda-feira, 9 de novembro |
| Folgas | No mínimo 8 a cada 30 dias |
| Escalas | Negociação entre empresas e sindicatos |
| Jornada semanal | Redução gradual de 44 para 40 horas |
| Início da implementação | 15 de dezembro de 2026 |
Escalas por negociação e setores que funcionam sem parar
O ministro disse que os acordos coletivos terão papel central. A prioridade é a negociação entre empresas e representantes dos trabalhadores, com possibilidade de convenções nacionais para facilitar a adesão dos estados.
A regulamentação também deve contemplar setores que funcionam continuamente, como saúde, transporte, segurança e limpeza urbana. A reportagem da Agência Brasil não detalha as regras de cada setor, e o decreto ainda não foi publicado.
Se você trabalha em um desses setores, o caminho mais seguro é acompanhar a convenção coletiva da sua categoria e o texto publicado no Diário Oficial antes de qualquer mudança de escala.
Redução de 44 para 40 horas: o efeito no valor da hora
O governo informa que a redução gradual da jornada, hoje de 44 horas semanais, deve começar a ser implementada a partir de 15 de dezembro. A cobertura do Senado indica que a primeira etapa é de 42 horas. O limite de 40 horas vem no fim da transição, e o salário é preservado.
Veja uma conta de exemplo. Pela proporção usada na CLT, 44 horas semanais equivalem a 220 horas por mês. Quem ganha R$ 3.000 tem valor da hora de R$ 13,64 (R$ 3.000 dividido por 220). Com 40 horas semanais, a carga mensal de referência é de 200 horas, e a hora passa a valer R$ 15,00 (R$ 3.000 dividido por 200).
Isso não significa aumento no contracheque: o salário mensal continua em R$ 3.000. O valor da hora maior importa para o cálculo de horas extras. Uma hora extra com adicional de 50% passaria de R$ 20,45 para R$ 22,50 nesse exemplo. A conta é uma simulação, e o cálculo real depende do contrato e da convenção coletiva.
Use as calculadoras de salário por hora e de horas extras do PortalFina para simular com o seu salário.
Perguntas frequentes
O decreto já foi publicado?
Ainda não. O ministro Luiz Marinho informou em 4 de novembro que a publicação deve ocorrer em 9 de novembro, depois de reunião com o presidente em 5 de novembro.
Quantas folgas o trabalhador terá por mês?
A proposta prevê no mínimo oito folgas a cada 30 dias, com distribuição que pode variar conforme a atividade, respeitados a emenda e os acordos coletivos.
Quando começa a redução da jornada?
O governo informa implementação a partir de 15 de dezembro, de forma gradual, de 44 para 40 horas semanais, conforme a regulamentação.
Fontes e referências
Confira os números nas páginas dos órgãos oficiais e nas matérias consultadas. Os links abrem o site de origem em outra aba.
- Agência Brasil: governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira
- Planalto: Emenda Constitucional 141, de 16/10/2026
- Ministério do Trabalho e Emprego