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NotíciaEconomia

Arrecadação federal bate recorde: R$ 239,4 bilhões em setembro, alta real de 5,62%

A Receita Federal informou o maior setembro da série. Veja de onde veio o dinheiro, o peso da Previdência e do imposto sobre rendimentos de aplicações.

Por Pedro Bueno Salvador4 min de leituraAtualizado em
Relatório de arrecadação de setembro com R$ 239,4 bilhões, calculadora, etiquetas de alta e pilha de moedas.
Ilustração: PortalFina
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A notícia em 1 minuto

O que aconteceu?

A Receita Federal informou o maior setembro da série. Veja de onde veio o dinheiro, o peso da Previdência e do imposto sobre rendimentos de aplicações.

Como isso impacta você?

A Receita apontou a contribuição previdenciária como a principal força da alta, tanto no mês quanto no ano. Em setembro ela somou R$ 64,6 bilhões, com crescimento real de 6,18%. Isso equivale a cerca de 27% de toda a arrecadação do mês, e a conta é simples: 64,6 divididos por 239,4 dão 0,27.

Em números

R$ 239,4 bi
Arrecadação federal em setembro

Alta real de 5,62% sobre setembro de 2025.

R$ 2,35 tri
Acumulado de janeiro a setembro

Alta real de 6,97% sobre o mesmo período de 2025.

R$ 64,6 bi
Contribuição previdenciária no mês

Alta real de 6,18%.

+17,57%
IR sobre rendimentos de capital no ano

Soma R$ 131,15 bilhões até setembro.

O que a Receita Federal divulgou em 22 de outubro

A Receita Federal informou que os tributos federais renderam R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026. Descontada a inflação pelo IPCA, é uma alta real de 5,62% sobre setembro do ano passado. Segundo a Agência Brasil, foi o melhor resultado para o mês na série histórica, que começa em 1995.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação chegou a R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97%. Também é o melhor resultado da série para o período. As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 231,4 bilhões no mês e R$ 2,25 trilhões no ano.

Arrecadação é o que os governos recolhem de impostos e contribuições. Ela não é o mesmo que lucro nem que sobra de caixa: o dinheiro paga salários do funcionalismo, benefícios do INSS, saúde, educação e juros da dívida. O número mostra como estão a atividade econômica, a folha de pagamento e os rendimentos tributados.

De onde veio o dinheiro: Previdência, aplicações e lucros

Detalhe da ilustração: relatório de arrecadação de setembro com R$ 239,4 bilhões e calculadora.
O total de setembro e o peso da Previdência na arrecadação. Ilustração: PortalFina

A Receita apontou a contribuição previdenciária como a principal força da alta, tanto no mês quanto no ano. Em setembro ela somou R$ 64,6 bilhões, com crescimento real de 6,18%. Isso equivale a cerca de 27% de toda a arrecadação do mês, e a conta é simples: 64,6 divididos por 239,4 dão 0,27.

Segundo o órgão, esse resultado refletiu uma alta real de 1,72% da massa salarial em agosto, na comparação anual, um aumento real de 7,42% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional e a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos. As compensações tributárias com débitos previdenciários também cresceram 14,88%.

Outro destaque é o Imposto de Renda retido na fonte sobre rendimentos de capital: R$ 12,06 bilhões em setembro, alta real de 9,68%, e R$ 131,15 bilhões no ano, alta real de 17,57%. A Receita atribuiu o resultado às aplicações de renda fixa e à tributação de dividendos. Como a Selic influencia a remuneração dos títulos, ela também afeta o imposto cobrado no resgate.

Os lucros das empresas também contribuíram. No acumulado do ano, IRPJ e CSLL somaram R$ 444,2 bilhões, alta real de 5,76%, e PIS/Pasep e Cofins renderam R$ 466,55 bilhões, alta real de 4,1%.

Arrecadação federal em 2026, segundo a Receita Federal
ItemSetembroJaneiro a setembro
Arrecadação totalR$ 239,4 bi (+5,62%)R$ 2,351 tri (+6,97%)
PrevidênciaR$ 64,6 bi (+6,18%)R$ 575,9 bi (+5,16%)
IR sobre rendimentos de capitalR$ 12,06 bi (+9,68%)R$ 131,15 bi (+17,57%)
IRPJ e CSLLR$ 444,2 bi (+5,76%)
PIS/Pasep e CofinsR$ 466,55 bi (+4,1%)
Impostos sobre importaçõesR$ 13,3 bi (+21,07%)

O que isso muda no seu bolso

Arrecadação recorde não significa, por si só, aumento de alíquota. Os percentuais divulgados são aumentos reais da soma recolhida, e podem vir de mais empregos formais, salários maiores, lucros maiores ou de rendimentos de aplicações em juros altos. O índice não diz que cada contribuinte pagou mais.

Quem investe em renda fixa sente a ponta desse número. Um exemplo calculado: com R$ 10.000 aplicados em um CDB que rende R$ 1.000 em um ano, o Imposto de Renda é cobrado só sobre os R$ 1.000, de acordo com a alíquota que vale para o prazo da aplicação. Esse imposto retido na fonte é a parcela que aparece em números como os R$ 131,15 bilhões do ano. Para ver quanto sobra líquido, use a calculadora de CDB líquido.

Já o trabalhador com carteira assinada contribui para a Previdência pelo desconto do INSS no contracheque, e a empresa paga a sua parte sobre a folha. A calculadora do INSS mostra o desconto de cada faixa de salário, e a de IRRF ajuda a conferir o imposto retido na fonte.

Para o importador e quem compra produtos de fora, os tributos sobre importações chegaram a R$ 13,3 bilhões, alta real de 21,07%. A Receita citou o crescimento das importações, o aumento das alíquotas efetivas e uma queda de 4,15% na taxa média de câmbio, ou seja, um dólar em média mais barato.

O que observar nos próximos meses

A Receita divulga a arrecadação todo mês, e os números de outubro devem sair em novembro. Vale acompanhar o comportamento da folha de pagamento, que é o item de maior peso, e os rendimentos de capital, que dependem da Selic e das decisões de investimento.

O Imposto de Exportação sobre petróleo bruto também aparece nos números: mais de R$ 2,9 bilhões em setembro e mais de R$ 12 bilhões no ano. É uma fonte menor, mas mostra como a conta pode mudar com o preço e o volume das exportações.

Os valores acima são os informados pela Receita Federal. Para decisões pessoais, como escolher uma aplicação ou conferir um desconto, o que vale é a regra do seu caso, e não o total do país.

Perguntas frequentes

Arrecadação recorde significa que os impostos subiram?

Não necessariamente. Significa que o total recolhido, já descontada a inflação, foi o maior da série para setembro. Pode refletir mais emprego, salários e lucros, e não só aumento de tributo.

Quanto a Previdência representou na arrecadação de setembro?

A contribuição previdenciária somou R$ 64,6 bilhões dos R$ 239,4 bilhões do mês, cerca de 27%, segundo a Receita Federal.

O Imposto de Renda sobre aplicações cresceu?

Sim. O IR retido sobre rendimentos de capital somou R$ 131,15 bilhões de janeiro a setembro, alta real de 17,57%, segundo a Agência Brasil com dados da Receita.

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